terça-feira , 12 de abril de 2016

Parto normal ou cesárea: vantagens e desvantagens

Gravidez
A obstetrícia é o ramo da medicina que estuda e cuida da reprodução feminina, participando de toda a gestação e desenvolvimento do feto, até o processo de parto do bebê. Além disso, o obstetra também dá assistência à mulher no período pós-parto (puerpério), até haver a sua completa recuperação, seja ela pós-operatória (no caso de partos cesarianos) ou natural (no caso de partos normais).

Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde revelou que 43% dos partos realizados no Brasil são cesarianas, sendo que desse número, 80% são mulheres de classe média alta e/ou que possuem planos de saúde. Já quando se trata de gestantes que utilizam o SUS (Sistema Único de Saúde), o número cai para 26%.

Este ano, o Ministério da Saúde lançou uma Campanha de Incentivo ao Parto Normal, pois segundo o próprio órgão, a maioria das cesarianas é desnecessária e este número deveria ser de no máximo 15%, apenas em casos onde é realmente necessário, e não uma mera escolha. Certas doenças que eventualmente ocorrem na gestação, como incompatibilidade sanguínea, diabetes ou pressão alta, podem exigir uma cesariana para antecipar o parto. Em outros casos, como o descolamento da placenta, fazer uma cesariana também é inevitável. Nessas e em outras situações excepcionais a cesárea é a melhor opção para garantir a saúde de mãe e filho.

No entanto, a maioria dos médicos recomenda o parto normal em casos onde não há complicações, já que este tipo é mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê, já que a cesariana se trata de uma intervenção cirúrgica sujeita a todos os tipos de complicação de qualquer cirurgia, como infecções, dores, lesão em órgãos, hemorragia, cicatrizes etc.

Hoje, grande parte das mulheres prefere recorrer ao parto cesariano por medo de sentir dor. Entretanto, a medicina moderna possui recursos como a anestesia, onde a mulher pode dar à luz com conforto. Este procedimento pode ser utilizado assim que se intensifiquem as queixas de dor ou desconforto excessivo. Mas além disso, o perigo de ter que sair de madrugada para dar a luz, o receio de não encontrar seu médico na hora que precisa ou não chegar ao hospital a tempo são algumas das preocupações que levam as mulheres a optarem pela cirurgia.

Veja as vantagens/desvantagens de cada um deles.

Parto normal

Vantagens

–    Menor chance de infecções e complicações pós-parto;
–    Recuperação mais rápida e segura da gestante;
–    A ligação entre mãe e bebê é muito maior;
–    A dor é realmente intensa, mas já há métodos para amenizá-las;
–    A contaminação do bebê pela flora bacteriana da vagina da mãe parece importante para a formação da flora intestinal do bebê e para diminuir as chances de que ele tenha problemas alérgicos no futuro;
–    Quando o bebê passa pela vagina, ela exerce uma compressão natural no tórax favorecendo a eliminação do líquido da bolsa amniótica que o bebê tem nas vias respiratórias.

Desvantagens

–    O bebê deve estar numa posição favorável para nascer desta forma;
–    Quando o espaço para a passagem do bebê é insuficiente, é preciso que o médico faça um corte na passagem vaginal, um procedimento chamado de episiotomia.

Parto Cesariano

Vantagens

–    Pode ser uma alternativa mais segura, se o parto normal oferecer riscos à saúde da mãe ou do bebê (devido à posição do neném, doenças pré-existentes, descolamento de placenta, pré-eclampsia etc);
–    O bebê pode ser retirado no momento certo e com rapidez, com dia e horário marcado;
–    Não há dor durante o parto (a gestante leva uma anestesia geral).

Desvantagens

–    Há riscos de infecções;
–    O pós-operatório é lento e doloroso, podendo deixar grandes cicatrizes;
–    Os recém-nascidos podem ter problemas respiratórios;
–    Influencia negativamente na amamentação.

E o parto humanizado?

Assunto muito falado hoje em dia, o parto humanizado não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher. Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em Casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural. O parto humanizado busca, em sua essência, devolver o protagonismo do parto à mulher, e não mais à medicina.

No parto humanizado, algumas medidas são adotadas: o parto vertical (em pé), mais seguro e rápido para mãe e bebê; o respeito ao tempo necessário logo após o parto para o primeiro contato entre mãe e filho; menor intervenção possível durante o parto; não-utilização de medicamentos; acompanhamento familiar; a gestante tem o direito de escolher onde será o parto (podendo ser, inclusive, dentro d’água e/ou em domicílio); a dor é entendida como uma função fisiológica normal que pode ser aliviada com métodos não-farmacológicos amplamente embasados; a obstetrícia apenas acompanha o processo, não interfere buscando “aperfeiçoá-lo” etc.

Entretanto, a medicina convencional defende que este conceito de parto pode até ser realizado, mas deve ser acompanhado de um pré-natal e pós-parto especializado, além do local do nascimento dever apresentar boas condições de higiene.

A orientação médica é fundamental para tomar a decisão, mas diversos fatores devem ser levados em conta, como as condições físicas e psicológicas da gestante e a posição e desenvolvimento do bebê. Neste caso, apenas seu obstetra poderá lhe ajudar a escolher o tipo de parto mais apropriado para a sua gestação. Siga suas orientações! =)

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Comentários

  1. Flávia disse:

    Ótimo conteúdo, no meu blog eu também venho ajudando muitas mulheres a entenderem e conquistarem os homens.
    Clique na minha imagem e veja as estratégias que eu ensino.

    Beijos..

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