segunda-feira , 20 de maio de 2013

A diferença entre genéricos e similares

Imagem: Anvisa

Imagem: Anvisa

Todos sabemos que quando o assunto é saúde, não se pode brincar. Para se manter saudável, é preciso uma série de cautelas, como ter uma rotina alimentar saudável, praticar exercícios físicos, frequentar médicos regularmente, fazer exames preventivos e não se automedicar. Além disso, seguir corretamente as orientações do seu médico é de extrema importância na prevenção e tratamento de doenças.

Muita gente tem uma série de dúvidas em relação aos remédios disponíveis nas farmácias, para os mais variados fins. Quando um médico nos receita algum remédio para tratar uma doença específica, devemos confiar na sua experiência e seguir exatamente suas instruções. Comprar outros remédios indicados pelos vendedores ou comprar (e usar) remédios por conta própria é um enorme risco para a saúde, já que eles possuem fórmulas específicas para cada caso e seu uso incorreto pode acarretar em efeitos colaterais severos e piora do quadro clínico do paciente. Os antibióticos, por exemplo, são drogas que hoje só podem ser vendidas mediante a apresentação de um receituário médico, pois seu uso indiscriminado pode causar proliferação e até mesmo resistência das bactérias a determinados componentes, tornando seu uso não apenas ineficiente, mas também prejudicial à saúde.

Por isso, é preciso muito cuidado na hora de comprar remédios. Uma das questões que mais levantam dúvidas nos consumidores em relação a este assunto é a diferença entre medicamentos genéricos e similares. Veja a seguir a diferença entre ambos.


Remédios genéricos: A partir do ano de 2000, iniciou-se a concessão dos primeiros registros de medicamentos genéricos, e estes começaram a ser produzidos no Brasil. Os medicamentos genéricos permitem que a população tenha acesso a tratamentos por um custo até 35% menor do que os chamados medicamentos de referência – aqueles que ainda são protegidos por patente e, em geral, são distribuídos apenas pelo fabricante que o desenvolveu. Os preços dos genéricos são menores porque não é necessário investir em pesquisa para desenvolver o remédio (já que isso já foi feito pelo laboratório que criou a patente) e nem em propaganda. Os genéricos precisam, necessariamente, ter a mesma composição (fórmula), dosagem e efeito terapêutico dos remédios nos quais são baseados. Além disso, é obrigatória a inclusão, pelo fabricante, da tarja amarela escrito “Genérico” no rótulo da embalagem, para facilitar a identificação pelo consumidor. Ao todo, 337 princípios ativos já estão registrados como genéricos no Brasil e mais de 16 mil diferentes medicamentos baseados nessas substâncias já foram lançados. A lei 9.787, de 1999, autoriza tanto o médico quanto o farmacêutico a fazerem a troca do medicamento original pelo genérico, sem qualquer prejuízo para a saúde do paciente. Como os genéricos não têm marca, o que você lê na embalagem é o princípio ativo do medicamento, ou seja, sua fórmula, e esta deve ser exatamente a mesma presente na composição do remédio de referência. Como no exemplo abaixo:

GENERICO

Remédios similares: Assim como os genéricos, os similares utilizam princípios ativos que já tiveram o período de proteção pela patente encerrado. Desde sua criação, o medicamento genérico já tinha como obrigatoriedade a apresentação dos testes de bioequivalência, enquanto a obrigatoriedade de tais testes para medicamentos similares foi a partir de 2003. Por isso, nem todos os remédios similares disponíveis no mercado já passaram pelo teste (que segue uma ordem de prioridade). Ou seja, não há garantia de que o efeito terapêutico desejado dos que não foram testados será o mesmo do produto de referência. Assim, eles não podem ser oferecidos como substitutos dos medicamentos de marca – embora eles possam ter o mesmo resultado. A opção pela prescrição de um medicamento similar cabe exclusivamente ao médico, não cabendo a escolha ao paciente ou a um farmacêutico. Além disso, os medicamentos similares possuem nome comercial ou marca, diferentemente dos genéricos que possuem em seu rótulo apenas os nomes dos princípios ativos (compostos químicos).

Agora que você já sabe as diferenças entre eles, preste bastante atenção quando for novamente à farmácia comprar algum remédio. Não deixe que o farmacêutico ou vendedor te “empurrem” medicamentos diferentes do que o que seu médico receitou, com fórmulas “parecidas”. Substitutos só se forem genéricos de laboratórios de confiança! =)

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