sexta-feira , 27 de julho de 2012

Dieta da Proteína: vale a pena?

Com a obsessão cada vez maior por um corpo perfeito, hoje existe uma imensa variedade de dietas “milagrosas” no mercado. Há quem ponha a saúde em risco com dietas perigosas à base de líquidos, ervas, remédios, shakes, restrições alimentares arriscadas etc. A famosa Dieta da Proteína, por exemplo, tem conquistado milhares de adeptos nos últimos tempos e já se tornou uma febre. Sua promessa de emagrecimento rápido e “fácil” tem uma proposta simples: perder os quilinhos a mais comendo apenas (ou quase só) proteínas. Essa dieta dura, no máximo, 15 dias, pois se seguida por muito tempo pode causar fortes dores de cabeça, náuseas, fraqueza, tontura e outros sintomas desagradáveis.

O emagrecimento na dieta da proteína, de fato, é bastante rápido. Isso acontece devido a um processo chamado cetose. Acontece da seguinte maneira: eliminando a ingestão de carboidratos (a maior fonte de energia do corpo humano), o organismo precisa procurar outra fonte de energia para suprir as necessidades diárias do indivíduo, passando assim a queimar a gordura armazenada. Com a perda dessa gordura, há um emagrecimento progressivo. Assim, a total ou semi-total restrição de carboidratos é uma alternativa para quem precisa perder peso em um curto período de tempo, pois há uma grande redução calórica e eliminação de gordura corporal. No entanto, há quem afirme que após o tempo de abstinência, o organismo recupera novamente o seu peso anterior.

Faz parte do cardápio alimentos como: carnes vermelha e branca, ovos, bebidas diets, verduras e legumes como abobrinha, berinjela, brócolis e couve-flor. E na lista dos proibidos estão macarrão, arroz, pães de todos os tipos, biscoitos, açúcar, refrigerantes, bolos, cereais, frutas, feijão e legumes como batata, cenoura e inhame.

Entretanto, nem tudo são flores: essa dieta não é recomendada para pessoas que pratiquem muita atividade física ou que, de alguma outra forma, necessitem de muita energia. Isso porque, nesses casos, restringir radicalmente a maior fonte de energia do corpo – o carboidrato – pode causar sérios danos à saúde. Quem pratica exercícios físicos necessita de muita energia, e obtê-la apenas através da gordura armazenada não é suficiente, deixando o indivíduo extremamente debilitado com o tempo .

Outra questão: uma dieta saudável precisa de uma alimentação rica, variada e balanceada, composta pela ingestão de todos os tipos de nutrientes de maneira harmoniosa, fornecendo carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, minerais e vitaminas. A dieta da proteína, ao excluir os carboidratos, compromete o balanceamento dos nutrientes, porque privilegia o consumo de proteínas e gorduras. O excesso de proteínas sobrecarrega a função renal e eleva as taxas de ácido úrico. O elevado consumo de gorduras, especialmente a do tipo animal, altera os níveis de gordura no sangue de forma negativa, aumentando o mau colesterol. Além disso, ela é extremamente pobre em fibras, que são essenciais para a saúde à medida que ajudam a controlar a glicemia e o colesterol e influenciam diretamente no funcionamento do intestino.

Fazer uma dieta sem o acompanhamento de um nutricionista ou endocrinologista pode ser muito perigoso. É preciso procurar um profissional capacitado para não prejudicar a sua saúde com as “dietas de revista” que surgem todos os dias no mercado. Apenas um médico poderá lhe dizer o que é melhor para o seu tipo de corpo e para o seu metabolismo. Uma dieta que pode ter dado muitos resultados à sua amiga pode não surgir efeito em você, pois cada organismo tem uma necessidade e reage de uma forma. Por isso, não se arrisque: antes de começar qualquer dieta, procure um médico especializado. Muitas vezes apenas uma reeducação alimentar já é suficiente para conseguir perder o excesso de peso, sem precisar de dietas muito radicais.

Então fique atento: antes do corpo perfeito, precisamos nos preocupar com nossa saúde!

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